Jovem Professora de Tara - Valentina Araya

Valentina Araya...

...uma linda e jovem estudante do Programa Educacional de Tara Dhatu Sul América, escreve como foi tocada pela Mandala de Tara...

 

"Meu nome e Valentina, tenho 23 anos e vivo no Chile, em Vinha do Mar, vizinha do Porto de Valparaiso. Há dois anos, tive a oportunidade de encontrar a pratica de Tara, junto à sincera devoção de Vera. Hoje, já faz três meses que facilito as Danças no Chile.

 

Lembro a primeira dança com humor, pelo excitação que senti (e sentiram minhas amigas), ao iniciar a dança e nos vermos rodeadas de mulheres empoderadas e confiantes em compartilhar e entregar amor.

Ainda lembro das caras de algumas e sua expressividade frente aos movimentos. Quanta inspiração.

 

Logo e sem notar extamente quando, meu corpo se foi soltando, e com ele, minha mente. Já não perdia os dias de prática, e sagradamente esperava as viajens - visitas de Vera, que vinha compartilhar e facilitar a Dança.

Com isso, se foi consolidando uma bonita irmandade com duas amigas queridas, que tambem se sintonizaram com a Dança, as mesmas que num principio compartilharam da mesma excitação.

 

Logo também compartilhamos com minha mãe e assim com a comunidade de praticantes que já se formava no Chile.

Assim como em terra fértil, a semente de Tara ia germinando, graças, sem dúvida, ao esforço amoroso e a entrega sincera de Vera.

 

Atualmente temos 3 grupos ativos: em Santiago, Curico e Valparaiso, e sabemos que tem muito mais praticantes, as quais são parte da comunidade de dançarinas.

Tal como disse antes, este é o meu primeiro trimestre como facilitadora. E este tempo se tem convertido em uma experiência cheia de ensinamentos em que me sinto profundamente agradecida.

 

 

O grupo é constante e suas dançarinas mudam, a quantidade varia, e as que o compõem também.

Reconhecer o movimento das coisas, que tal como a lua, e os ciclos da natureza, nada é fixo, a mudança é permanente e nós mesmos somos impermanentes. Às vezes duvidava sobre minha entrega.

Talvez não estava dando o suficiente. Em outras ocasiões, talvez com minha personalidade, não era simpática o suficiente. Mas, cada vez que um pensamente desse surgia, repetia para mim: “Tara me ajuda a curar qualquer pensamento de inadequação e sensação de desprezo.”

Às vezes não conseguia lembrar destas palavras exatas mas a intenção era clara em mim. E assim paulatinamente, com uma perseverança pessoal e sempre agradecida, continuei convocando a prática e reunindo de forma sagrada todas as segundas-feiras às 20h.

Às vezes temos sido duas integrantes e outras vezes dez.

Mas a energia do grupo e a inspiração que invoca a prática é sempre preciosa.

 

Aquí quero trazer a presença das palavras sabias da minha querida mentora Myri, quem complementou meu relato dizendo: "Existe um padrão mental que nos faz vincular quantidade com qualidade, que está muito enraizado em nós".

Tanto é assim que cada vez que minha família perguntava como tinha sido a dança imediatamente acrescentavam sobre quantos tinham ido.

 

No princípio isso gerava dúvida e insegurança em mim, diminuindo em parte o gozo que significava para mim compartilhá-las. Mas, mesmo que a pergunta continua aparecendo, a sensação que sinto em mim é distinta. Já não apaga o sentimento de gratidão que deixa cada encontro.

 

Ao iniciar minha apresentação nesta carta, acrescentei minha idade: 23 anos.

Isso se deve a que a principal motivação para compartilhar minha experiência como facilitadora foi a solicitação de Myri.

Ela considera importante impulssionar um programa especial para estudantes de 19 a 28 anos, que possa entre outras coisas, patrocinar a jovens como eu, que se sintam inspiradas e motivadas a ser parte deste caminho, abertas a receber e compartilhar as bençãos de Tara.

 

Como um exemplo, quero compartilhar uma experiência vivida nestes primeiros meses.

Além de outras coisas, estudo arquitetura, e durante o ano a faculdade demanda dedicação e tempo exclusivo, mas permiti a mim mesma correr riscos, sempre atenta a que estes sejam sinceros.

 

Este ano foi com o parênteses que significou minha ida por duas semanas ao Retiro Anual de Tara no Brasil e seguido de dedicação que neste último periodo coloquei ao estudo e compartilhamento da dança.

 

Como resultado, em meu último trabalho, meu professor me corrigiu dizendo que meu trabalho não estava completo, mas era evidente o amor e a sensibiliadade com a qual o havia feito. Pode ser que isso não tenha nada que ver nem com a prática nem com Tara (contudo não lembro que nenhum professor me tenha avaliado positivamente pelo amor que emanava do trabalho). Com efeito, sinto-me agradecida de correr este risco, de perseverar nisso e de confiar nisso.

 

 

Infinitamente me sinto agradecida. Desde a Linhagem, as práticas, à Myri, à Prema e à Tara.

Aquí não existe coisas instantâneas, ser parte disto significa pratica e dedicação, perseverança e atenção.

E sem dúvida, algum dia se revelará o caminho da fonte de sabedoria interior.

Soha!!

 “Que estas palavras sejam oferecidas em beneficio de todos os seres!”

 

Valentina Araya